

Museu d´Orsay (by Pablo)
Já virou chavão eu dizer que adoro isto, que adoro aquilo, e tudo o mais. Ao bem da verdade, essa viagem para a França já estava sendo programada deste 2005. No fundo eu dei sorte na vida de poder reunir tudo que gosto num país só, e de visitar tudo numa levada só. Cada dia destes que passei na França foi como uma onda de sensações. Gp de Mônaco, Roland Garros, Louvre (e os Sumérios) e por último, e não menos importante, os Impressionistas d´Orsay. Foi como realizar 4 grandes sonhos em 15 dias. Foi uma verdadeira avalanche de emoções. Uma atrás da outra, uma maior que outra, uma completando a outra. E no fim, acabou que minhas emoções foram materializadas no Orsay.
Acho que posso dizer que Orsay é o museu dos pintores. O museu dos melhores. Haverá quem diga que DaVinci foi o maior pintor. Eu discordo. Acho que ele foi um grande gênio, mas na pintura, tivemos outros maiores, e melhores. Michelangelo foi grande, mas eu ainda acho que existiram os gigantes. O fato é: se você gosta dos grandes italianos, com seus traços neoclássicos naturalistas, seu lugar é o Louvre. Lá eles estão em profusão, bem representados. Agora, se por acaso você dividir comigo a opinião de que os franceses e sua arte impressionista foram os melhores, seja bem vindo à Orsay. Claro, existem academistas, realistas e simbolistas no Orsay. Se gostar, você pode ir lá e ver Gaudí, Gauguin ou o super-realismo de Fantin-Latour. Você vai até encontrar estátuas de Rodin, e é bom ir conferir a porta do inferno que ele esculpiu baseado na Divina Comédia de Dante (que nitidamente serviu de base para aquela porta do filme Advogado do Diabo). Mas eu não tenho dúvidas de que Orsay é dos Impressionistas. Em nenhum outro museu do mundo você verá tantas obras destes gigantes como no Orsay.
E lá no Orsay fui subitamente tomado por um sentimento que me deixou confuso, ao mesmo tempo em que fui tomado por um sentimento de certeza absoluta. Cheguei amando um quadro, e um artista. Saí amando o mesmo quadro, mas apaixonado por outro artista.
A certeza que me tomou foi que, de fato, Moulin de la Gallete, de Renoir é a maior obra prima já pintada em tela. Talvez a Capela Cistina seja a maior obra já pintada fora de uma tela, mas mesmo assim eu preciso ir lá ver pra dizer. Já a Monalisa eu vi, e digo pra vocês: Moulin é maior. Moulin é meu quadro favorito, e isto agora é meu axioma para comparações artísticas.
Por outro lado, no conjunto da obra, eu vou lhes contar um segredo: existiu alguém maior que Renoir. Não podemos nunca tirar o mérito deste grande artista, pois de suas mãos saiu Moulin. Mas Renoir não foi tão constante, tão certeiro e nem tão impressionista quando Monet. E foi isto que me surpreendeu. Eu já conhecia Monet pelos livros e pelas reproduções, assim como conhecia Renoir, meu favorito. Mas Monet ao vivo é magnífico. Monet ao vivo é o impressionismo respirando, saltando aos olhos. Monet, que tomou o lugar de Renoir, é hoje meu artista favorito.
Mas eu lhes asseguro que toda a obra de Monet ainda não é rival para Moulin. As cores, as pinceladas, os efeitos, o modo como foi concebido, e principalmente, a profundidade de cada olhar, e o significado de cada gesto deste magnífico quadro são algo que eu não posso explicar. Eu não conseguiria.
Posso por outro lado, lhes contar como foi que eu me emocionei. Posso lhes contar que começamos nossa visita por Cézzane e sua natureza morta. Depois, lhes direi que apreciamos as loucura de Van Gogh em marcantes cores azuis. E posso lhes revelar também nossa demora na sala de Monet, dado à sua constância em ser genial, em ser impressionista.
Mas eu não sei lhes descrever o que senti quando li Renoir na indicação do artista, e muito menos poderia descrever a sensação de ver os primeiros traços cor de lilás do Moulin. Foi como uma barra de ferro sendo atraída por um grande ímã. Não enxergava mais nada, não ouvia mais nada. Todos os meus sentidos voltados para o quadro. Eu queria ver Moulin, e ouvir a música que eles tocavam, e sentir o cheiro do perfume das moças que dançavam. E quanto mais perto eu chegava, mais forte ficavam as cores, e mais atentos ficavam meus sentidos… Até que cheguei bem em frente ao quadro. E naquele pequeno momento de exasperação, senti de novo todos os sentimentos que tive nesta viagem. Tudo que vi, vivi e esperei por viver veio a tona, numa avalanche, numa inundação. Inundação… acho que palavra certa é justamente essa. Eu fui inundado por um sentimento transcendental tão profundo, que como um rio que inunda uma barragem e rompe suas comportas, as emoções romperam meus olhos e eu finalmente derramei minha primeira, e única, lágrima em solo francês. Foi discreta, pequena, e não escorreu. Aparei-a ainda nos olhos, e senti que ela pesava como o mundo todo.
Se me perguntarem que dom é este do homem de fazer chorar aos outro com simples misturas de cores, eu não saberia dizer. Mas eu diria, com toda propriedade, que Renoir o tinha. E tinha em larga escala.
Se me permitem, vou colocar aqui neste post uma única foto. Não quero desviar sua atenção para outros aspectos artísticos. Me deixem fazer esta homenagem a Renoir…
Deixo pra vocês o seu quadro… E torço pra que ele faça por vocês o que fez por mim.

Visita a Sephora (by Thais)
Olas! Já que não ganhei minha visita ao Museu da Moda e do Tecido, fiz questão de ir à uma loja grande de produtos de beleza. Fomos à Sephora, na realidade, fomos na intenção de ver alguns perfumes, mas quando entrei lá..amigas..fiquei pasma!! A loja era gigante, com muita maquiagem, cremes, shampoos..e perfumes!! Nas laterais da loja, tinham perfumes femininos à direita e masculinos à esquerda. Imaginem todas as marcas caras e deliciosas..tinha todas! Chanel, Gucci, Hugo Boss, cada um mais cheiroso. Quando entramos, fomos tomados pelo mundo do cheiro e dos estímulos visuais..hahha..cheiramos uns 10 perfumes de uma vez, porque íamos andando e recebendo os papeizinhos com a fragrância, então acabamos cheirando vários, e no final não sabendo mais qual era bom ou ruim.
No meio da loja estão as maquiagens. Rimel, lápis, pó, blush, brilho, tudo que existe no mundo da maquiagem tem lá. E de todas as marcas e preços. Não é uma loja barata, mas tem coisa em conta, e também, acho que tem produtos aqui que são mais caros, mas que tem muito mais qualidade do que os daí. Tem vários maquiadores nos estandes das marcas, eles se oferecem o tempo todo pra testar os produtos em você. É o máximo.
E a musica? Tava rolando uma musiquinha meio lounge..a galera no clima…Era realmente um outro mundo lá dentro. Reparamos na quantidade de brasileiras lá, com vários sotaques e gastando moooiiito em cosméticos. Aí, no fundo da loja tinha os produtos para cabelo e corpo. Pomadas, escovas, mousse, condicionador…milhões de frescuras. Tinha também bronzeador, protetor solar, anti-rugas, redutor de celulite, sabonetes, kits para banho, uma loucura. Dava vontade de comprar tudo. Mais pra frente, tinha uma parte de produtos para mãos, esmaltes de todas as cores, alicate de unha, lixas, etc. E tinha ainda uma sessão apenas masculina, com vários produtos, pra barba, rosto, cabelo. Pablo passou direto, nem se deu ao trabalho.
Quando fomos pagar acabamos ganhando uns brindes, toalhas da Hugo Boss, amostra de creme da Armani, várias coisinhas bonitinhas e cheirosas. Fomos para a parte de embalagem logo depois. Um espetáculo a parte. Você escolhe a cor do papel que quer, entre branco, prata ou vermelho, e eles fazem um verdadeiro origami. Lindo demais.
Saindo de lá, voltamos á vida real, na Champs Elysée, ontem por ser sábado parecia que as pessoas estavam todas na rua. Mas o movimento constante só deu mais charme ao passeio.
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