Uma boa viagem depende muito de uma boa hospedagem. E uma boa hospedagem depende muito da necessidade de cada um. Pode ser uma hospedagem mais em conta, ou uma hospedagem mais confortável.  O  importante é que ela esteja de acordo com a sua necessidade. Desta forma, escolher um hotel adequado é uma atividade que não pode ser desprezada no preparativo da viagem,  e gastar algum tempo com esta escolha certamente trará bons frutos.

Em primeiro lugar, defina a sua necessidade.  De uma forma geral, conforto e economia são itens que costumam estar em lados opostos. Você pode optar por uma hospedagem mais em conta, e com menos conforto, ou pode escolher uma hospedagem mais confortável e inevitavelmente mais cara.  Tudo de acordo com sua necessidade. 

 Eu , por exemplo, me permito pagar um pouco mais caro por hospedagens ao nível de 3 estrelas, uma vez que viajo junto com a Tatá e dividimos os valores.  Viajando sozinho, talvez um bom albergue seja a melhor opção. E para quem quer economizar no limite, deslocamentos noturnos e sonecas em aeroportos ou estações de trens são sempre bem-vindas.

Outro fato decisivo na escolha do hotel é a sua localização.  Ele pode ser próximo de um ponto turístico, de uma estação do metrô ou onibus, próximo do aeroporto, etc, etc. Procure se informar sobre os meios de transporte existentes na cidade.  Muitas vezes, é melhor pagar mais caro por um hotel central, e economizar com deslocamentos, do que pagar mais barato por um hotel longe do centro e gastar com taxis, onibus e metrôs.

No caso da nossa viagem para a Argetina, o hotel escolhido foi o Impala. Ele é um hotel de categoria 3 estrelas, de localização central, de custo mediano e conforto mediano. É  o que eu sempre procuro quando tento escolher hotéis. O fator decisivo para sua escolha foi a sua localização.  Eu queria um hotel na região da Recoleta, área nobre.  Os hoteis da área central tinham diárias mais econômicas, mas meu foco em Buenos Aires está mais voltado para a região da Recoleta, logo, eu iria gastar algum dinheiro com transporte. Além disto, o fator segurança também pesou, uma vez que transitar pela Recoleta a noite é mais seguro do que transitar pelo centro. Até nisto, o perfil da viagem faz diferença.  Eu gosto de sair a noite pois sou um fã da vida noturna. Logo, um hotel na zona boêmia me satisfaz. Se eu fosse às compras, e não fosse circular muito pelo período da noite, talvez um hotel central fosse melhor.

Como ferramenta, eu costumo utilizar o site Booking.com. Ele permite que você visualize os comentários de outros viajantes que já se hospedaram nos hotéis, bem como os valores de diária, localização, descrição do serviço, fotos, etc.  Por ele também é possivel fazer reservas, com desconto.

Gaste algum tempo pesquisando sobre sua hospedagem.  Certamente, fará diferença para a sua viagem! Acesse sites, converse com pessoas que já viajaram antes de você, participe de fóruns.  Você só tem a ganhar.

Olá galera!!

Para começar as nossas pesquisas, encontrei um site que muito interessa a nós, moças..heheh..esse site mostra endereços de shoppings, e das ruas famosas de Buenos Aires!! Comprar!! Quem não gosta??

http://www.mibsasquerido.com.ar/BuenosAires45.htm

Cacharel

Cacharel

Nova Iorque continua sendo uma opção sim,  mas para o fim do ano. Por enquanto, meus amigos, o que temos de concreto é a Argentina!! De novo, a gente começa o planejamento de uma viagem com aquele gostinho de aventura na boca!

Passagens baratas, hoteis em promoção e uma vontade de viajar que não cessa e não nos deixa dormir foram os fomentadores desta nova programação.

O blog mudou de nome, e mudou de cara. Está no ritmo do tango de nossos hermanos. Mas nosso histórico continua aí do lado, caso sinta saudades da França.

E lá vamos  nós. Tudo de novo.

Delícia!

Tango!

Tango!

Um dos possiveis destinos deste ano é New York, possivelmente no Natal ou no Ano Novo. Foi dica de um amigo, que disse que a cidade fica maravilhosa, iluminada e muito viva. Além disto, a gente ainda não conhece neve! Então… a oportunidade é mesmo boa…

Veremos!

A todos os amigos e visitantes do Blog, nosso desejo de um Feliz 2009!

Aguardem por novidades! Temos um novo projeto de viagem que em breve colocaremos aqui!

Grande abraço! E boas viagens!!

Olá pessoal!

Desde que voltamos da França já começamos a planejar nossa proxima viagem. Thais quer ir pra Turquia, ou Italia.  Eu pensei seriamente em Las Vegas, ou uma viagem pelo Chile. Estamos em processo decissório.  Alguma sugestão?

De qualquer maneira,  fico muito feliz quando leio aqui no Blog alguns comentários de viajantes que estao utilizando nossa experiencia. Desejo que todos façam uma otima viagem!

Enquanto a gente… bem.. a gente ta planejando! Logo eu volto com novidades!

Um abraço!

 

(by Pablo)

Olá pessoal. Acho que está a última vez que escrevemos de Paris. Amanhã, segunda-feira, as 22:00h da França, 17:00h do Brasil, estamos voltando para casa. Não preciso nem dizer que a viagem foi fantástica, e que tudo saiu melhor do que o planejado. Não tivemos nenhum problema por aqui, absolutamente nenhum. Não vejo como as coisas poderiam ter sido melhores… Prometo que chegando ao Brasil, vou manter o blog por um tempo, pois ainda tem muita coisa da França que precisa ser escrita. E eu o farei, com o maior prazer, se vocês quiserem saber.

Então, foi em clima de despedida que fizemos nosso último passeio por Paris. Eu poderia até dizer penúltimo, pois ainda teremos a segunda-feira toda, mas o sentimento de hoje era, de fato, de despedida.

Começamos nosso dia já meio tarde. Lá pelas 10h. Mas Paris acorda meio tarde mesmo, então estávamos apenas nos alinhando com a natureza. O sol resolveu aparecer, meio preguiçoso, mas estava lá. E realmente, domingo é domingo em qualquer lugar do mundo. Tudo fica diferente. Fica no ar… no rosto das pessoas. Hoje foi domingo.

Resolvemos começamos nosso passeio pelo Centre Pompidou, o museu de arte moderna mais descolado de Paris. Só pelo seu estilo arquitetônico já é possível notar o que tem no seu interior.

Thais no Centre Pompidou

Mas acontece que hoje é o primeiro domingo do mês, e por isso, a maioria dos museus (Louvre, Orsay, o Pompidou) e vários outros lugares culturais de Paris ficam com a entrada na base do amor. Isso é bom, pois você pode visitar um monte de coisa sem pagar nada, mas é ruim também porque como é de graça, lota. E lota muito! A fila tava enorme, então a gente ficou só pela porta mesmo. Fotos, look no visual, e pé na estrada. O bom foi que a gente não tinha estado por aquela região ainda. Daí ficamos de bobeira, passeando pelas ruas simpáticas da região do Marais, curtindo o sol de domingo e o clima intimista que tomou conta do lugar. Descobrimos por acaso uma elegante Igreja, que me fez sentir um pouco em casa (St-Eustache). Comemos uma tortinha ali, e decidimos, pela terceira vez na viagem, ir lá e tentar subir na torre.

Pablo e Thais no Marais

Foi o que fizemos. Marchamos para lá. O dia estava bonito! Era domingo! A hora era esta!

Lembram da desvantagem em tentar ir nos museus no primeiro domingo do mês? Pois então. Neste dia vale a pena ir na torre. Lá estava muito bom de subir. A fila não estava grande, e esperamos cerca de 30 minutos pra subir. E foi bom ter subido na torre no último dia. Olhamos para baixo e tudo que víamos, sabíamos. A gente andou 1/3 de Paris toda a pé. Os pontos turísticos principais a gente visitou, sempre andando. Então, lá de cima, foi bem legal olhar pra baixo e reconhecer os pontos. Arco do Triunfo, Eglise du Dome, Grand Palais, Ponte Alexandre III… tudo lá!

E foi de lá que a gente avistou um monumento importante que não tínhamos ido ainda! Notre Damme!!!

Descemos da torre, e lá fomos nós. O que posso dizer é que esta igreja enorme é igualzinha ao que vemos no filme do Concurda, e fiquei imaginando ele por ali, vendo a Esmeralda e tudo… Até ensaiei uma imitação, mas logo desisti da idéia, pois tinha muita gente! Hehehehe… O mais legal foi que tava tendo uma missa quando a gente entrou. E bem na hora que estávamos lá, entrou a música e eles tocaram o órgão, que é gigante!!!! (sem besteiras, hein gente!) O som preencheu o lugar, dando aquele peso que todo templo católico tem por natureza. Foi uma visita bacana demais. Por dentro, ela se parece muito com aquela capela que visitamos em Tours. Por falar nisto, tou pensando agora: começamos nossas visitas em uma igreja (St-Gatien) e terminamos em outra (Notre Damme). Ambas são bem parecidas, por sinal. Mas Notre Damme é Notre Damme. E assim, fechamos os pontos turísticos de Paris.

Para nos despedirmos em grande estilo, convidei a Thais para fazermos um passeio de barco pelo Sena. Acho que nada mais romântico pode ser oferecido a uma mulher.

E foi assim que nos despedimos de Paris, e da França. No balanço suave do barco, atravessando o rio Sena, e vendo tudo que a cidade luz tem de melhor para oferecer a quem à ela vem visitar.

Eu recomendo, indico, e digo pra todo mundo que quiser ouvir: A França é fabulosa. Esqueça tudo que ouviu falar sobre os franceses. A maioria é mito. Eles não cheiram mal. Na verdade, a maioria cheira bem. Eles não são grosseiros! Apenas não gostam de muita intimidade, e nem gostam de falar inglês (apesar de saberem).

Só não consegui ver o suvaco de nenhuma francesa!!! Ví de turistas, mas de francesas mesmo, necas. Elas não usam camisetas…. o que é suspeito. Mas não tenho provas para acusar.

Então, é isso. A gente fica por aqui. Thais tá deitada, e disse que amanha entra aqui para despedir de vocês. Eu só posso agradecer pela companhia, pelo carinho, e pela atenção de vocês. Foi bom, muito bom, ter tido este contato. A saudade ficou bem menor…

Se der, eu entro lá do aeroporto pra dar um oi pra vocês. No mais, a gente se vê aí, no Brasil!!!!!!!!!!!!!

Um abraço!

Pablo Tadeu

Despedida by Thais

Olá todo mundo!!

Hoje é nosso ultimo dia em Paris, e na França. Confesso que antes de vir não sabia muito o que esperar daqui. Como Pablo disse, ele programou a viagem desde 2005, então eu vim mais nas expectativas dele mesmo. Mas realmente foi uma viagem muito além. Fomos a lugares muito bonitos, castelos, praças, igrejas..acho que nunca pensei que em tão pouco tempo nos divertiríamos conhecendo tanta coisa nova. Foi muito bom ver como as coisas funcionam em um outro país, como as pessoas se comportam, entender o trânsito, o comércio. Isso é muito legal.

Acho que até você sair pela primeira vez do Brasil, você apenas imagina como devem ser as coisas, e normalmente confabula demais sobre tudo. É tudo muito diferente do que pensei, e pra melhor. Com certeza agora terei mais vontade, e até coragem de conhecer novos países, e também de voltar á Paris. Amei Paris. Aqui é agitado, você vê gente de todas as idades, de todos os lugares do mundo. Os casais e amigos deitam nas praças, na grama, em todo lugar. O metrô funciona muito bem. As lojas são lindas.

Hoje, segunda, estou com muita vontade de voltar para casa e contar pra todo mundo como a França deve ser conhecida. Explorada, para vermos as diferenças entre regiões, entre pessoas e cidades. Adorei a viagem, agradeço a todos que nos acompanharam pelo blog, e vibrando pelo nosso sucesso por aqui. Se pudéssemos traríamos todo mundo na mala, mas acho que com a ajuda do nosso roteiro, muitos vão visitar a França logo logo também.

Um beijo grande a todo mundo!! E até em muito breve já em casa!

Thais Moura

Museu d´Orsay (by Pablo)

Já virou chavão eu dizer que adoro isto, que adoro aquilo, e tudo o mais. Ao bem da verdade, essa viagem para a França já estava sendo programada deste 2005. No fundo eu dei sorte na vida de poder reunir tudo que gosto num país só, e de visitar tudo numa levada só. Cada dia destes que passei na França foi como uma onda de sensações. Gp de Mônaco, Roland Garros, Louvre (e os Sumérios) e por último, e não menos importante, os Impressionistas d´Orsay. Foi como realizar 4 grandes sonhos em 15 dias. Foi uma verdadeira avalanche de emoções. Uma atrás da outra, uma maior que outra, uma completando a outra. E no fim, acabou que minhas emoções foram materializadas no Orsay.

Acho que posso dizer que Orsay é o museu dos pintores. O museu dos melhores. Haverá quem diga que DaVinci foi o maior pintor. Eu discordo. Acho que ele foi um grande gênio, mas na pintura, tivemos outros maiores, e melhores. Michelangelo foi grande, mas eu ainda acho que existiram os gigantes. O fato é: se você gosta dos grandes italianos, com seus traços neoclássicos naturalistas, seu lugar é o Louvre. Lá eles estão em profusão, bem representados. Agora, se por acaso você dividir comigo a opinião de que os franceses e sua arte impressionista foram os melhores, seja bem vindo à Orsay. Claro, existem academistas, realistas e simbolistas no Orsay. Se gostar, você pode ir lá e ver Gaudí, Gauguin ou o super-realismo de Fantin-Latour. Você vai até encontrar estátuas de Rodin, e é bom ir conferir a porta do inferno que ele esculpiu baseado na Divina Comédia de Dante (que nitidamente serviu de base para aquela porta do filme Advogado do Diabo). Mas eu não tenho dúvidas de que Orsay é dos Impressionistas. Em nenhum outro museu do mundo você verá tantas obras destes gigantes como no Orsay.

E lá no Orsay fui subitamente tomado por um sentimento que me deixou confuso, ao mesmo tempo em que fui tomado por um sentimento de certeza absoluta. Cheguei amando um quadro, e um artista. Saí amando o mesmo quadro, mas apaixonado por outro artista.

A certeza que me tomou foi que, de fato, Moulin de la Gallete, de Renoir é a maior obra prima já pintada em tela. Talvez a Capela Cistina seja a maior obra já pintada fora de uma tela, mas mesmo assim eu preciso ir lá ver pra dizer. Já a Monalisa eu vi, e digo pra vocês: Moulin é maior. Moulin é meu quadro favorito, e isto agora é meu axioma para comparações artísticas.

Por outro lado, no conjunto da obra, eu vou lhes contar um segredo: existiu alguém maior que Renoir. Não podemos nunca tirar o mérito deste grande artista, pois de suas mãos saiu Moulin. Mas Renoir não foi tão constante, tão certeiro e nem tão impressionista quando Monet. E foi isto que me surpreendeu. Eu já conhecia Monet pelos livros e pelas reproduções, assim como conhecia Renoir, meu favorito. Mas Monet ao vivo é magnífico. Monet ao vivo é o impressionismo respirando, saltando aos olhos. Monet, que tomou o lugar de Renoir, é hoje meu artista favorito.

Mas eu lhes asseguro que toda a obra de Monet ainda não é rival para Moulin. As cores, as pinceladas, os efeitos, o modo como foi concebido, e principalmente, a profundidade de cada olhar, e o significado de cada gesto deste magnífico quadro são algo que eu não posso explicar. Eu não conseguiria.

Posso por outro lado, lhes contar como foi que eu me emocionei. Posso lhes contar que começamos nossa visita por Cézzane e sua natureza morta. Depois, lhes direi que apreciamos as loucura de Van Gogh em marcantes cores azuis. E posso lhes revelar também nossa demora na sala de Monet, dado à sua constância em ser genial, em ser impressionista.

Mas eu não sei lhes descrever o que senti quando li Renoir na indicação do artista, e muito menos poderia descrever a sensação de ver os primeiros traços cor de lilás do Moulin. Foi como uma barra de ferro sendo atraída por um grande ímã. Não enxergava mais nada, não ouvia mais nada. Todos os meus sentidos voltados para o quadro. Eu queria ver Moulin, e ouvir a música que eles tocavam, e sentir o cheiro do perfume das moças que dançavam. E quanto mais perto eu chegava, mais forte ficavam as cores, e mais atentos ficavam meus sentidos… Até que cheguei bem em frente ao quadro. E naquele pequeno momento de exasperação, senti de novo todos os sentimentos que tive nesta viagem. Tudo que vi, vivi e esperei por viver veio a tona, numa avalanche, numa inundação. Inundação… acho que palavra certa é justamente essa. Eu fui inundado por um sentimento transcendental tão profundo, que como um rio que inunda uma barragem e rompe suas comportas, as emoções romperam meus olhos e eu finalmente derramei minha primeira, e única, lágrima em solo francês. Foi discreta, pequena, e não escorreu. Aparei-a ainda nos olhos, e senti que ela pesava como o mundo todo.

Se me perguntarem que dom é este do homem de fazer chorar aos outro com simples misturas de cores, eu não saberia dizer. Mas eu diria, com toda propriedade, que Renoir o tinha. E tinha em larga escala.

Se me permitem, vou colocar aqui neste post uma única foto. Não quero desviar sua atenção para outros aspectos artísticos. Me deixem fazer esta homenagem a Renoir…

Deixo pra vocês o seu quadro… E torço pra que ele faça por vocês o que fez por mim.

Moulin de la Gallete

Visita a Sephora (by Thais)

Olas! Já que não ganhei minha visita ao Museu da Moda e do Tecido, fiz questão de ir à uma loja grande de produtos de beleza. Fomos à Sephora, na realidade, fomos na intenção de ver alguns perfumes, mas quando entrei lá..amigas..fiquei pasma!! A loja era gigante, com muita maquiagem, cremes, shampoos..e perfumes!! Nas laterais da loja, tinham perfumes femininos à direita e masculinos à esquerda. Imaginem todas as marcas caras e deliciosas..tinha todas! Chanel, Gucci, Hugo Boss, cada um mais cheiroso. Quando entramos, fomos tomados pelo mundo do cheiro e dos estímulos visuais..hahha..cheiramos uns 10 perfumes de uma vez, porque íamos andando e recebendo os papeizinhos com a fragrância, então acabamos cheirando vários, e no final não sabendo mais qual era bom ou ruim.

No meio da loja estão as maquiagens. Rimel, lápis, pó, blush, brilho, tudo que existe no mundo da maquiagem tem lá. E de todas as marcas e preços. Não é uma loja barata, mas tem coisa em conta, e também, acho que tem produtos aqui que são mais caros, mas que tem muito mais qualidade do que os daí. Tem vários maquiadores nos estandes das marcas, eles se oferecem o tempo todo pra testar os produtos em você. É o máximo.

E a musica? Tava rolando uma musiquinha meio lounge..a galera no clima…Era realmente um outro mundo lá dentro. Reparamos na quantidade de brasileiras lá, com vários sotaques e gastando moooiiito em cosméticos. Aí, no fundo da loja tinha os produtos para cabelo e corpo. Pomadas, escovas, mousse, condicionador…milhões de frescuras. Tinha também bronzeador, protetor solar, anti-rugas, redutor de celulite, sabonetes, kits para banho, uma loucura. Dava vontade de comprar tudo. Mais pra frente, tinha uma parte de produtos para mãos, esmaltes de todas as cores, alicate de unha, lixas, etc. E tinha ainda uma sessão apenas masculina, com vários produtos, pra barba, rosto, cabelo. Pablo passou direto, nem se deu ao trabalho.

Quando fomos pagar acabamos ganhando uns brindes, toalhas da Hugo Boss, amostra de creme da Armani, várias coisinhas bonitinhas e cheirosas. Fomos para a parte de embalagem logo depois. Um espetáculo a parte. Você escolhe a cor do papel que quer, entre branco, prata ou vermelho, e eles fazem um verdadeiro origami. Lindo demais.

Saindo de lá, voltamos á vida real, na Champs Elysée, ontem por ser sábado parecia que as pessoas estavam todas na rua. Mas o movimento constante só deu mais charme ao passeio.

(by Pablo – Thais dormindo)

Tínhamos resolvido que caso o dia amanhecesse com sol, iríamos subir na torre, e se estivesse meio nublado, o Louvre seria a opção. Pois então, acabou que o dia amanheceu foi nublado, e então, rumamos para o maior museu do mundo. Ao bem da verdade, eu não estava muito chateado. De fato, eu estava era ansioso!

Logo na chegada do Museu, nos assentamos num banquinho em frente à pirâmide de vidro que compõe a entrada do museu. Foi então que o sol resolveu aparecer, o céu clareou e o dia ficou lindo de repente. Olhei para a Thais para ver se ela ia reclamar o direito de subir na torre, mas percebi que ambos já tínhamos sido hipnotizados pela magia do Louvre. Podia fazer o sol que fosse, depois de ver o Louvre, em todo o seu esplendor, foi difícil mudar de idéia.

Encaminhamos-nos para a entrada, junto de mais meio milhão de turistas, e descemos as escadas rolantes que levam à entrada do Museu. O saguão fica exatamente debaixo daquela pirâmide de vidro que todo mundo conhece. Ali já era possível sentir a magia do museu. Que lugar! Nem preciso dizer da limpeza, organização e da conservação do lugar. E apesar de ser uma construção secular, por dentro, é moderno e arrojado. È magnífico. Compramos as entradas para o Museu e para a exposição itinerante que sempre acontece no Salão Napoleão.

Como eu já disse antes, eu tenho contato com a sorte nesta viagem. E no Louvre, não foi diferente. A exposição itinerante era sobre um assunto que eu já estudei a fundo a algum tempo atrás. Por sinal, no que se refere a história, seja talvez a era humana que eu conheça mais detalhes. Roberto, grande historiador, sabe bem deste meu gosto. Nada mais, nada menos do que “A Babilônia”. Para quem não sabe, eu sou um apaixonado pelos Sumérios!! Quando eu vi , não acreditei. Foi um achado. Foi chover no molhado, foi demais.

Resolvemos deixar a exposição itinerante por último. Iríamos começar pelo acervo do museu mesmo. Pegamos o guia do museu e começamos a primeira grande tarefa do dia: escolher o que iríamos ver. Pior do que isto, era decidir o que não iríamos ver. Não dá pra visitar tudo num dia. Então, pra aproveitar melhor, e ver detalhes, sem cansaço e sem perder o foco, o melhor a se fazer é ser seletivo. Foi o que fizemos. Separamos o básico: Monalisa e Vênus de Milo. Depois, separamos o que eu queria ver: Antiguidades Orientais (Sumérios, Acadianos, Babilônicos, Assírios, etc) e Egípcios. Thais escolheu os Gregos e concordou comigo nos Egípcios. Roteiro traçado, lá fomos nós.

Antiguidades Orientais

Olha, o que eu posso dizer que e desumano tentar visitar qualquer ala destas em apenas um dia. São muitos detalhes, muitas plaquinhas informativas, muita peça exposta. Para mim então, que sabia o que estava vendo, e sabia do valor histórico de cada pedacinho da história dos Sumérios, foi um delírio. Seria como soltar um menino de 10 anos, que nunca comeu chocolate, numa loja da Copenhagnen do tamanho do mineirão. Me demorei, me alonguei e gostei muito, de tudo que vi. Thais me acompanhava de perto enquanto eu tentava contar os detalhes do enorme quebra cabeças que estava a nossa frente.

Egípcios

Nos egípcios, a visita foi mais contemplativa mesmo. Não conheço muita coisa deles, só o básico. Mas sem dúvida é uma civilização complexa, rica, e bonita. Ponto alto para as múmias e os sarcófagos!

Gregos

Vamos todos concordar que os nossos amigos sabiam mesmo como fazer esculturas! Ficamos contemplando aquelas enormes estátuas por um bom tempo. O melhor das esculturas é que vc pode chegar perto, perceber os contornos, sem a separação de um vidro. Ponto alto para as esculturas dos Deuses Gregos, talhados à perfeição!

Monalisa e Vênus de Milo

São os pontos altos do museu, e por isto mesmo, estão sempre cheias e é difícil chegar perto. Tem fila e tudo, só pra ver. Mas vale cada segundo. A emoção de ver a Monalisa ali, a poucos metros, é de contemplação total. Tudo bem que eu já tinha gasto minha cota de emoção nos sumérios, e ainda tínhamos a exposição da Babilônia pra ir, mas foi de arrepiar.

Por outro lado, eu gostei mais da estátua da Vênus. Essa sim, é épica, linda, e a iluminação da sala deixa ela ainda mais bonita.

A Exposição Itinerante: Babilônia

Pessoal, foi aqui que eu, realmente, babei. Os Babilônicos são meus favoritos. Sempre foram. Eu pagaria muito mais do que os 9 euros que paguei a parte para ver esta exposição. No duro, no duro, eu pagaria mais do que paguei no GP de Mônaco. Vou só falar algumas (e são algumas mesmo) das peças que tinham lá, e quem conhece já vai sentir o peso.

- Pedra com os entalhes do Código de Hammurabi (tem noção??? Tem noção! pra quem não conhece, é a primeira versão dos 10 mandamentos, só que com 100 deles.)

- Primeira imagem entalhada de Lilith (lá não fala que é ela, mas eu sei que é! Hehehe)

- Pedaços do entalhe original do poema épico de Gilgamesh, e do Enuma Enlish (nada mesmo que a primeira versão do Gênesis da Bíblia, só que com outros fatos)

Sentiu o drama? Só teve um problema. Não podia tirar foto de nada. Mas depois resolvi tudo comprando o livro! Tem foto de tudo lá!

Na saída, fomos as compras. Eu comprei mais de 10 kilos só em livros (em francês e inglês. Português não existe) e Thais comprou outros 10 kilos. Os meus falavam sobre a Babilônia, claro. E os dela, sobre moda e design. Thais ficou um pouco chateada que o Museu de Moda estava fechado, mas fez a festa comprando livros.

E vou dizer pra vocês. Dá vergonha do preço dos livros aí no Brasil. Eu comprei 3 livros gigantescos, destes de capa dura, com mais de 600 folhas ilustradas, pelo mesmo preço que compraria apenas um por aí.. ou nem isto. Que vergonha, gente. Esse nosso país tem hora que é fogo….

No fim da tarde, terminamos nosso passeio descansando perto das fontes do louvre, aproveitando a ótima luz do fim de uma linda tarde em Paris, com toda aquela cultura ao nosso redor, nos prédios, nas salas, no museu, e na nossa memória. E nesta, ela ficou indelével, feito tatuagem.

Ps- Pessoal, desculpa eu colocar pouco detalhe, mas hoje (sábado) fomos ao museu de Orsay, e estamos pra lá de cansados tb. Coloquei pouca foto também. Depois mostro pra quem quiser ver, e dou mais detalhes tá?

Amanha vou contar como foi a primeira vez que me emocionei por aqui. Foi em Orsay! Eu conto amanha!

Até lá!

Pablo e Thais no Louvre

Olá pessoal. Hoje estivemos no Louvre. O problema é o seguinte: estamos exaustos. Não dá para escrever nada demais hoje simplesmente pq estou com caimbras nas pernas e nas costas, de tanto andar. Thais mal consegue ficar de pé… Ficamos lá de 11 da manhã a 7 da noite, e vimos muita, muita, muita coisa. E tiramos muita, muita, muita foto!! E andamos muito, muito, muito.. E ficamos de pé quase o dia todo. FIlmamos também. E compramos um monte de livros também. Não foram baratos, mas no Brasil eles simplesmente não existem.

Por estarmos mortos e com caimbras, vamos escrever sobre o Louvre amanha de manhã, antes do nosso passeio, ok?

Aguardem!

ps- Mãe, vc ia adorar aquilo lá! Amanhã te conto os detalhes, tá? Beijos!!!!!!